NENHUMA AGRESSÃO SEM RESPOSTA!

Estamos nas ruas e não somos poucxs. Essa semana iniciamos uma nova campanha de propaganda & ação. Um salve para As Macacas Fúcsias, que nos ajudaram com os stickers, e a todos os coletivos, gangues, crews e indivíduxs comprometidxs  com a resistência à violência fascista nas ruas da cidade.

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NEM NAZISTAS, NEM FASCISTAS: AS RUAS SÃO VERMELHAS E LIBERTÁRIAS!

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TRÊS ANOS SEM JOHNI RAONI: NÃO ESQUECEMOS NEM PERDOAMOS!

JOHNI-A42johniatoyjohniatoxEstivemos hoje no ato convocado pela Associação de Amigos do Johni, no local onde há exatos 3 anos nosso amigo Johni Raoni foi assassinado por quadrilheiros nazis.

NÃO ESQUECEMOS NEM PERDOAMOS!
SÃO PAULO SERÁ A TUMBA DO FASCISMO!

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OS BALDIES DE MINNEAPOLIS: ENTREVISTA COM MIC CRENSHAW

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Conversamos, há alguns meses, com Mic Crenshaw, membro fundador dos Baldies, a mítica gangue antinazi sobre a qual já falamos em uma postagem anterior.

RASH-SP: como surgiram os Baldies? Como era a cena em Minneapolis nos anos 80/90?

Mic Crenshaw: Havia um pequeno grupo que costumava dar rolê junto quando éramos adolescentes. Eu comecei a colar com uns 6 outros caras com 15 anos. Esses caras eram em sua maioria straight edges e eu tinha acabado de sair de um tratamento para dependência e precisava de amigos que fossem da cena hardcore mas que não estivessem loucos o tempo todo. Havia um restaurante de fast food chamado Zantigo no centro de Minneapolis. Lá eu conheci John e ele me apresentou a Jason, Huey, Danny, Tim e Big Tim. Estes praticamente foram os 7 baldies originais.

A cena na cidade era muito boa e acontecia em diversos lugares no centro da cidade, na Uptown, na Dinkytown e em vários apartamentos e casas, a maioria no sul de Minneapolis. Eu vivia no norte da cidade e tinha que viajar para encontrar os caras no centro, na Uptown e na margem ocidental do rio Mississipi, onde se localiza a Dinkytown. Havia uma cena punk e também uma cena skinhead menor.

Por volta de 1985-86 a grande imprensa fez muita propaganda dos boneheads, então alguns garotos que circulavam nas margens da cena e dos bairros de classe média da cidade e de St. Paul (do outro lado do rio Mississipi) começaram a imitar o que viam na televisão e nas revistas. Ao mesmo tempo, nós estávamos estudando as raízes da cultura skin e nos surpreendendo com as semelhanças entre nossa gangue antirracista e multicultural e o “espírito de 69”. Nós só estávamos fazendo o que acreditávamos ser verdadeiro e correto e a história parecia nos dar razão.

Neste momento nós começamos a chegar junto dos boneheads que haviam se organizado em uma pequena gangue e exigimos que eles renunciassem à merda white power ou parassem de aparecer por ali, senão iriam tomar porrada. Mais ou menos nessa época nós resolvemos nos autodenominar The Baldies¹ para nos diferenciar dos nazis que estavam sendo chamados de “Skinheads” pela mídia.

Nossa gangue cresceu entre os garotos da cena que queriam combater o racismo e que se identificavam com os skinheads.

A mídia nos vende a imagem de que as ruas nos Estados Unidos são uma guerra sem fim entre gangues de brancos, negros, latinos etc… Gangues multiétnicas como os Baldies são comuns nos Estados Unidos?

Gangues multiétnicas são comuns, mas não têm tanta atenção da mídia quanto as gangues racialmente exclusivas. Nossa composição multiétnica confrontava diretamente o racismo. Nós desenvolvemos uma consciência de classe trabalhadora e entendemos o racismo como um inimigo da verdadeira consciência de classe, um instrumento do Estado.

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Como era o lado mais, digamos, “cultural” dos Baldies?

A Maximumrocknroll trazia informações da cena. Alguns de nós acompanhavam o que acontecia nas outras cidades e mantinham contato com pessoas de lá. Nós amávamos Hip Hop, Oi!, Ska e hardcore – Cro Mags, Bad Brains, The Opressed, Agnostic Front, 4Skins. Tivemos gigs do Rock Against Racism e a Blind Approach era uma boa banda da nossa cena. O Matty [Matt Henderson] tocou com o Agnostic Front e alguns de nós que nos identificávamos com o Hip Hop, como eu e vários outros, acabamos nos envolvendo com esta cena.

Como vocês lidavam com o machismo e a homo/transfobia no interior da gangue?

Nós lutávamos internamente contra o sexismo, a homofobia, o preconceito de gênero. Havia mulheres em nossa gangue, mas geralmente elas eram as namoradas². Nós frequentemente discutíamos se as mulheres deviam ou não ter uma participação igualitária nos confrontos violentos e nas tomadas de decisão e isso era um indicativo do machismo que ainda predominava.

Como foram os primeiros confrontos com as gangues racistas? Pelo que lemos, seus principais inimigos nas ruas eram os White Knights – que tipo de gente fazia parte desta gangue? Qual era a ideologia deles? Havia outras gangues racistas na área de vocês, além dos White Knights?

Os White Knights eram a única gangue racista expressiva, mas eles tinham vínculos com a Ku Klux Klan e quando os Hammerskins e outros iam de rolê na cidade, eles costumavam se aliar. Os motociclistas dos Hells Angels foram vistos com os homens da Klan pelo menos uma ou duas vezes e pareciam estar nos observando. Em sua maioria os White Knights eram garotos brancos da classe trabalhadora e da classe média, mas acho que eles tiveram pelo menos uma pessoa descendente de nativos americanos. Mais tarde a MOB – Minneapolis Oi Boys – se tornou uma gangue rival que aceitava antigos membros dos White Knights mas não era abertamente racista e até chegou a ter alguns membros não-brancos. Quando os White Knights já não apareciam mais, nós nos envolvemos em um conflito violento com a MOB que durou pelo menos 2 anos.

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O que eram/são, exatamente, os Pro American Skins (ProAmS)? Aqui no Brasil existem grupos “nacionalistas”, que na verdade são tão fascistas quanto qualquer gangue nazi ou white power, só não têm a pele branca o suficiente para passar por “arianos legítimos“. De qualquer maneira, participam de manifestações e ações criminosas ao lado dos nazis e wp e os consideramos nossos inimigos. Como era a relação de vocês com os ProAmS?

É a mesma merda. Pelos Estados Unidos você encontra gente mestiça que afirma que é “ProAm” e não racista, mas cola com fascistas. Nós tivemos essa merda em nossa cena também. Muitos eram nazis que só diziam isso para não apanhar quando estavam em menor número, mas alguns desses caras eram mestiços ou não-brancos confusos ou que odiavam a si mesmos.

Há alguns anos nós legendamos e divulgamos aqui em SP o inspirador documentário “ANTIFA: Chasseurs de Skins”, que conta a história das gangues antirracistas que expulsaram os fascistas das ruas de Paris no início dos anos 90. Também tivemos contato com Rocky, o fundador dos Ducky Boys, e fizemos uma entrevista com ele. Vocês conhecem as ações dos “caçadores” de Paris (Ducky Boys, Red Warriors, etc)?

Eu vi esse documentário e fui muito inspirado por ele. Eles faziam na França a mesma coisa que nós fazíamos aqui. Nós os caçávamos, nos amontoávamos dentro de carros e os procurávamos. Nossa cena cresceu de verdade quando fizemos alianças com outras gangues étnicas, com a cena hip hop, com anarquistas e, finalmente, com gangues de outras cidades. Esse foi o nascimento da ARA³, a Anti Racist Action.

Reunião do Syndicate, rede de gangues antirracistas que deu origem à ARA

Reunião do Syndicate, rede de gangues antirracistas que deu origem à ARA

Reunião do Syndicate em Chicago (final da década de 1980)

Reunião do Syndicate em Chicago (final da década de 1980)

Hoje Mic Crenshaw é um rapper/ativista:

Notas da RASH-SP

¹ Literalmente “os carecas”, “os carequinhas”. Neste caso ocorreu o contrário do que se passou no Brasil, onde o nome “carecas” foi adotado por bandos fascistas, enquanto grupos antirracistas e antifascistas preferem se autodenominar skinheads, como forma de lembrar a origem multiétnica e proletária do movimento. Baldies também foi o nome de uma quadrilha de foras da lei que agiu em Minneapolis entre 1955 e 1975. voltar

²  Um ponto denunciado por diversas companheiras durante o evento O que é feminismo? (e o machismo nas subculturas rueiras…), realizado em 2012 pela RASH-SP junto com o então coletivo feminista JUBILADXS, foi justamente o apagamento das identidades e da atuação das mulheres no movimento quando são tratadas como “a mina de fulano”.voltar

³ Mais informações sobre a ARA podem ser encontradas no post Os Baldies de Minneapolis e a Anti-Racist Action (ARA).voltar

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DA JAMAICA!

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2014 tem sido um ano com mucha policia y poca diversión, então vamos balançar os traseiros com estes três ótimos discos, enquanto os zeladores da lei e da ordem não descobrem nossa amizade com um perigosíssimo vândalo chamado Mikhail Bakunin (clique nas imagens para baixar):

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Todos os links vieram, mais uma vez, do Zero G Sound, que recentemente foi obrigado a mudar de endereço. Mucha policia en toda parte, mesmo.

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1º DE MAIO – SP SEM WP!

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No 1º de Maio realizamos uma colagem antinazi nas ruas do centro da cidade monstro, na qual contamos, como sempre, com a colaboração de nossxs camaradas da Fundación Puerco Suino, SHARP’s e casuals do extremo leste da cidade.

SP SEM WP!

SÃO PAULO SERÁ A TUMBA DO FASCISMO!

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HAPPY BIRTHDAY, COMRADE ANGELA!

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PRA CURTIR NO FINAL DE SEMANA

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Uma das bandas mais importantes da história da música jamaicana, Toots & the Maytals vem embalando gerações de skins desde a década de 60. Nesse tempo todo de estrada, a banda transitou pelos principais gêneros musicais jamaicanos da segunda metade do século XX – ska, rocksteady, reggae – e se tornou um mito.

Sweet And Dandy foi gravado em 1968 em Kingston e traz, entre outras joias, a música 54-46 That’s My Number, que fez parte da trilha sonora do filme This is England. Pra baixar e dançar neste fim de semana.

Toots & The Maytals – Sweet And Dandy (1968)

(link original do blog Zero G Sound, há anos na linha de frente da socialização da música, nos mais variados estilos).

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MAIS UM POUCO DE HISTÓRIA

Durante os áridos anos 90, em especial no norte do planeta, Luther Blissett personificou a resistência frente ao espetáculo do neoliberalismo triunfante. O núcleo bolonhês do Luther Blissett Project fez história com uma série de ações audaciosas e foi a incubadora de onde saiu a Wu Ming Foundation. E foi do site dos Wu Ming que surrupiamos o trecho a seguir, que contribui para reconstituir mais um pouco de uma história que vem sendo muito mal contada por aí, como já vimos em um post anterior:

Em 1998 o Klasse Kriminale, banda histórica de Oi! liderada por Marco Balestrino, gravou um 7″ inspirado – a partir do título – no livro de Luther Blissett Mind Invaders* (1995). Este último era uma mistura de teoria radical, anedotas e lixo, e estavam entre seus velhaquíssimos autores quatro dos futuros Wu Ming.


A canção foi gravada no
s Hach Farm Studios de Hersham, Londres, com produção de Jimmy Pursey, vocalista e líder do Sham 69 – talvez a banda de street punk mais importante do último quarto de século, criadora do hino skinhead If the Kids Are United (coverizada por milhares de bandas em todo o planeta).


Meu nome é o seu nome / sem nomes todos livres / Um nome para todo mundo / um nome para toda a música / Unidos, unidos, muito unidos / por nem sequer ter nome / Se não nos reconhecem, não nos aprisionam / Se não nos distinguem, não nos abatem / você é eu, eu sou você / sem nomes,  todos livres

▸ * Mind Invaders foi lançado no Brasil em 2003 com o nome de Guerrilha Psíquica, pela editora Conrad. Quando conseguirmos uma cópia digitalizada deste livro, a disponibilizaremos aqui.

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OFICINA DE AUTODEFESA

Um vídeo feito por nossas amigas do GATOO/Foucault para Encapuchadxs, recentemente legendado pela Fundación Puerco Suíno, e que já serve de aquecimento para a oficina que vamos realizar no ano que vem, em mais uma ação para tornar as ruas da cidade lugares seguros para todxs.

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