COMUNICADO

Informamos que só há uma seção oficial da RASH United em São Paulo, que é a que atua na cidade desde o ano de 2002. As pessoas que desde ontem estão usando o nome da organização no facebook o fazem de maneira indevida, demonstrando total desconhecimento dos princípios e da forma de funcionamento da RASH, ignorando inclusive o reconhecimento público das atividades desenvolvidas pela organização nesses 13 anos.

Os responsáveis pela criação dessa “versão paralela” (sic) da RASH-SP jamais buscaram contato conosco ou nos questionaram diretamente a respeito de nossas práticas. Portanto, consideramos sua atitude desonesta, irresponsável e extremamente grave.

RASH-SP

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HOMENAGEM A JOHNI RAONI

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QUEM COLABORA COM OS GRUPOS DE ÓDIO?

Não é de hoje que o Facebook – vulgo Fascibook – vem assumindo uma postura ultraconservadora, deletando postagens e perfis feministas, antirracistas e antifascistas, enquanto páginas como “orgulho de ser hétero”, ou “orgulho de ser branco” são blindadas pelos funcionários da empresa. Dificilmente postagens racistas, homo/transfóbicas ou misóginas, quando denunciadas, são deletadas.

No último final de semana nossa página no fb teve uma postagem denunciada e deletada, e a moderação da rede social veio exigir que a RASH-SP “confirmasse sua identidade”. Mas, afinal, que postagem teria sido essa que nos transformou em mais uma vítima da polícia Fascibook? Bom, simplesmente denunciávamos duas fotos que um tatuador de Uberlândia, Minas Gerais, havia postado em seu próprio perfil, exibindo suas habilidades profissionais. E quais eram essas “obras primas” feitas por ele? De sua vasta produção de imagens misóginas e sexistas, selecionamos uma em que Dilma aparece diante de um pênis, insinuando sexo oral e – a que revela a ideologia por trás de tanto preconceito transformado em desenhos – um enorme soldado da SS nazista.

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É óbvio que não apoiamos a onda neoliberal de Dilma & Joaquim Levy, mas o tatuador mineiro revela o caráter fascista da chamada “oposição de direita” e da patota senso comum que lhe dá respaldo. Não há crítica política (seria exigir demais dos poucos neurônios que ainda funcionam nos cérebros desta turma reaça), Dilma é atacada por ser mulher. Inclusive é isso que revela o “brilhante” comentário de um dos amigos bacaninhas do tatuador a respeito de uma outra de suas tattoos sexistas: “só falta ser a dilma”.

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Nossa postagem censurada, publicada na madrugada de sábado e que alcançou mais de 70 mil pessoas segundo o contador do fachobook, inicialmente recebeu muitos comentários que criticavam a atitude misógina e pró-nazi do tatuador. Mas a partir de determinado momento, a tropa de choque virtual coxinha se mobilizou e começaram a chover comentários em apoio ao “artista”. E todos comentários “geniais” como de costume: ele não deveria recusar o trabalho, que o culpado era o nazi que o procurou (mas isso só no caso da tatuagem SS, porque a da Dilma, todos adoraram). Um tatuador disse que faria aquela tatuagem da Dilma até de graça, enquanto outro argumentou que não via problema em fazer um soldado nazista, já que clientes lhe pedem tattoos “com diversos símbolos, como o do infinito, por exemplo” (Felizmente, pra salvar a imagem da categoria, teve tatuador que comentou que se aparecesse um indivíduo pedindo para fazer esses desenhos, sairia do estúdio na base da porrada).

O tatuador de Uberlândia se justifica – somente em relação à tattoo nazi, a da Dilma não merece nem justificativa, já que ofender e humilhar mulheres é prática corriqueira e natural – dizendo que não tem “vínculo com nenhum tipo de ideologia política”, que seu único compromisso era com “o traço grosso e a aplicação bem feita”. Perfeito! É exatamente a justificativa que foi dada pelos criminosos de guerra nazis quando levados a julgamento: só cumpriam ordens. É o que Eichmann explicava ao mundo durante seu julgamento, tão bem descrito e analisado por Hannah Arendt: o trabalho que deve ser feito, deve ser bem feito, não importam as implicações éticas e morais deste.

A arte, inclusive a tatuagem, nunca é inocente e imparcial. O tatuador em questão sabia bem o que estava fazendo, sabia que seu trabalho nazista não era só mais um desenho old school e que seu cliente – que provavelmente é seu amigo, já que sentiu-se à vontade para contratar seus serviços para uma tatuagem tão comprometedora – era um nazista, que odeia judeus, pessoas negras e não-heterossexuais, mas mesmo assim optou por fazer e ainda divulgar orgulhosamente na rede social.

O tatuador de Uberlândia é só mais um dos muitos de uma geração que cresceu curtindo a patota protofascista que nos últimos 10 anos abunda na grande mídia. O racismo, a homofobia e misoginia dos rogers e danilos gentilis da vida alimentam o imaginário senso comum que hoje se revela nos cada vez mais frequentes ataques racistas, homofóbicos e misóginos. O motivo de ocuparmos este todo este espaço falando sobre uma figura medíocre, um protofascista provinviano, é que este é um caso bastante revelador, um exemplo concreto do que há anos estamos falando aqui: as gangues nazifascistas só se sentem livres para cometer seus crimes nas ruas porque existe toda uma rede de “pessoas de bem” que lhes dão suporte.

E pra finalizar, não podemos esquecer as atitudes fascistas e moralistas do fascibook, que censura mamilos femininos e mães amamentando e faz vista grossa para perfis e páginas de ódio. Nos últimos dias, o perfil de uma feminista negra que denunciava o racismo foi suspenso. Páginas feministas sofreram denúncias em massa e foram derrubadas. Sugerimos às pessoas que saiam dessa rede social – na verdade um panóptico gigantesco no qual se entra voluntariamente para alimentar de forma incessante os bancos de dados da empresa e de órgãos de segurança com dados pessoais – e utilizem a militância digital em espaços livres ou que pelo menos juntxs criemos estratégias para subverter essa ferramenta fascista.

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RUBBLE KINGS

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“Can you dig it?”

A maioria das pessoas conhecem a cena clássica do filme The Warriors (EUA, 1979) em que Cyrus, líder da maior gangue (fictícia) de Nova Iorque, os Riffs, pede que todas as gangues da cidade enviem delegados para uma reunião de trégua, a fim de tomarem o controle das ruas e bater de frente com a violência da polícia. O que poucas pessoas sabem é que o Bronx, entre 1968 e 1975, esteve tomado pelas gangues (“uma gangue por esquina”) e que uma reunião de trégua como a do filme ocorreu mesmo na vida real.

Deixando de lado a ficção, o documentário Rubble Kings (EUA, 2015) conta a história das gangues que dominaram o lado sul do Bronx, a trégua proposta pelos Ghetto Brothers, a reunião “retratada” no filme Warriors e o início do movimento hip hop. Com a ajuda das nossas amigas da Macaca-Fu, temos em primeira mão esse documentário legendado em português e, como fizemos naquele abril de 2011, quando também em primeira mão divulgamos o documentário francês ANTIFA: Chasseurs de Skins, convidamos todas e todos para a exibição deste documentário fantástico. Logo após a exibição, iniciaremos um debate sobre a criminalização, controle e repressão aos jovens nos bairros de periferia.

As pessoas interessadas devem confirmar presença através dos e-mails que se encontram na imagem acima, para que possamos enviar as informações sobre o local de exibição e demais instruções. A confirmação por e-mail é indispensável, já que os lugares são limitados.

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NA GRANDE DATA DO NAZIONALISMO PAULISTA…

Como nos anos anteriores, levamos nossa mensagem antifascista às ruas na principal data do nazionalismo paulista:

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De repente apareceram uns boys nazionalistas saudosos da República do Café com Leite querendo atropelar nossos lambes:

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Só que aqui não, playboy! Perdeu:

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Atropelando a saudade nazionalista de tempos que já não voltam mais:

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SEPARATISTAS, NAZIONALISTAS, FASCISTAS:

NÃO PASSARÃO!

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DEPOIS DO ESCULACHO, O AFAGO…

Bem que nós dissemos que o vexame pelo qual os carecas passaram na micareta convocada pela Rede Globo no 15 de março era só um puxão de orelha para que não se esquecessem do lugar subalterno que devem ocupar na sociedade de classes. De resto, a relação deles com os setores “respeitáveis” da chamada oposição de direita seguia mais forte que nunca. Pois não demorou muito para que depois do esculacho público os patrões tratassem de adoçar a boca dos ganguistas, dando a eles um programa de televisão inteiro para mostrar à cidade e ao mundo como os carecas do subúrbio são gente de bem.

Foi domingo passado, no programa Conexão Repórter do SBT, conduzido por Roberto Cabrini, que exatamente os mesmos fascistas que levaram o enquadro na micareta da Avenida Paulista ganharam espaço para explicar que defendem a família, são contra as drogas e incentivam a prática de esportes. E também que não são homofóbicos, são apenas contra homossexuais. O contraponto – sim, porque Roberto Cabrini é um jornalista sério e também ouve “o outro lado”, claro – foi feito por uns poucos punx mal articulados e sem direito de resposta, dizendo que usam todo tipo de droga e são contra a polícia. Os assassinatos e agressões gratuitas praticados pelos carecas nesses anos todos passaram para segundo plano. Enfim, foi todo um programa claramente destinado a mostrar que os ganguistas fachos não são tão maus como dizem por aí e que no fundo eles até prestam um serviço à sociedade, à “gente de bem”. Um trabalho digno da emissora que foi um presente do general Figueiredo ao seu fiel servidor Sílvio Santos e que mais recentemente foi a responsável por dar voz em rede nacional a uma figura abominável como Rachel Sheherazade.

Por muito tempo as gangues nazifascistas de São Paulo só eram notícia quando praticavam seus crimes na calada da noite. E invariavelmente seus membros eram caracterizados como desajustados sociais tanto pela grande imprensa quanto por pesquisadores que se autoproclamavam “especialistas” no tema. Nós sempre nos opusemos a este tipo de caracterização por acreditarmos que esta criava uma cortina de fumaça que ocultava uma ampla rede de vinculações que permitia que os crimes fossem praticados e permanecessem impunes. Não deixava de ser curioso que os apresentadores fascistoides dos programas policiais que infestam as tardes na televisão aberta descrevessem os membros das gangues nazifascistas como psicopatas insanos quando um olhar mais atento revelava que todos – apresentadores e ganguistas – compartilhavam dos mesmos valores reacionários.

Mas grandes mudanças vêm acontecendo no país. Como já disseram, a direita perdeu a vergonha. O avanço da direita parlamentar, com suas bancadas da bala e da bíblia, e a superexposição de seus representantes pela mídia, contribuiu muito para que as gangues nazifascistas passassem a se exibir publicamente como defensores de valores políticos legítimos. Mais que isso, a partir da fase final das chamadas jornadas de junho de 2013, as gangues de carecas e wp passaram a atuar como tropas de assalto da chamada “oposição de direita” nas manifestações de rua. Era de se estranhar que com tantos serviços prestados pelas gangues nazifascistas à direita “respeitável”, elas ainda estivessem sendo apresentadas com uma imagem negativa pela mídia, ainda mais se considerarmos o papel mais que ativo que a televisão vem tendo na atual onda reacionária que assola o país.

O Conexão Repórter do último domingo foi apenas um desdobramento lógico do estreitamento das relações entre as gangues de rua nazifascistas com setores políticos mais “respeitáveis” interessados no retrocesso político. Podemos esperar que daqui em diante essas gangues passem a ser tratadas de uma forma muito mais carinhosa pela imprensa burguesa, afinal estão do mesmo lado e compartilham dos mesmos valores. Que compartilhem também a responsabilidade por cada novo crime praticado por carecas e wp nas ruas de São Paulo.

Tutti buona gente!

Tutti buona gente!

Em tempo: A página São Paulo FC – Antifascista publicou uma nota de repúdio ao programa Conexão Repórter, que gostaríamos de recomendar aqui, pois expõe muito bem o desserviço e irresponsabilidade deste programa.

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ESCULACHADOS NA MICARETA TUKKKANA [ou NÃO BASTA SER FASCISTA, TEM QUE SER CAPACHO]

Como de costume, no meio da horda raivosa que tomou a avenida paulista no último domingo estavam também as gangues de rua nazifascistas. Até aí, nada de novo: pelo menos desde a segunda fase das Jornadas de Junho as gangues pilantras vêm atuando como seguranças/tropa de choque para essa gente linda, branca e rica que sai às ruas para “protestar”. Mas a prisão de alguns carecas do subúrbio durante a micareta reaça de domingo, sim, é um fato que merece ser comentado.

Acusados de estarem provocando alguns manifestantes, os carecas tomaram um enquadro da Polícia Militar (que ironia para essa patota ganguista que vive pedindo a volta da ditadura militar…), que encontrou com eles mais de trinta rojões, além de socos-ingleses, armas de choque e spray de pimenta. Foram vaiados pela coxinhada verde-amarela enquanto eram levados presos pela PM na Rua da Consolação.

É óbvio que não foram vaiados, hostilizados e presos por serem fascistas ou pedirem um golpe de estado. Nesses quesitos os carecas estavam bem afinados com a grande maioria dos demais presentes. O fato é que não eram brancos o suficiente para estarem ali, tinham caras pouco europeias, eram periferia demais para que naquela situação rolasse empatia por parte dos boys. Podemos até arriscar que talvez a palavra “subúrbio” em suas camisetas tenha facilitado a identificação pelos coxinhas.

A mensagem da elite branca foi clara: não basta compartilhar da mesma ideologia reacionária, os carecas devem também saber se manter no lugar subalterno que lhes está reservado. Uma coisa é atuar como tropa de choque da burguesia, como fizeram na manifestação de 20 de junho de 2013, quando atacaram com rojões a coluna da esquerda e por isso foram aplaudidos pelos poderosos. Outra bem diferente é querer participar em pé de igualdade com a família Setúbal na micareta promovida pela Rede Globo.

Quem sabe agora, com esse puxão de orelha de seus patrões, os pilantras tenham aprendido a lição e se conformem em ficar no lugar que lhes cabe nesta sociedade de classes que tanto defendem.

***

Menos de 24 horas depois do esculacho na Paulista os pilantras já estavam soltos. Ser capacho da burguesia tem lá suas vantagens. Enquanto isso, Rafael Braga segue na cadeia desde 2013 por levar uma garrafa de pinho sol na mochila.

2015-03-17

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FELIZ ANIVERSÁRIO?

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ATROPELANDO PICHAÇÕES FASCISTAS NA AVENIDA DO ESTADO

CasaPound é uma ocupação fascista na Itália. Alguns otários nazis caboclos resolveram pichar muros com alusões à CasaPound, acrescentando também símbolos nazistas. Nós não deixaremos uma só pichação nazifascista sem atropelo na cidade.

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LÁ E CÁ, MORTXS PELA MESMA INSTITUIÇÃO RACISTA

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